terça-feira, 19 de maio de 2015

A festa da padroeira de Taipu em 1941


       
      Na edição de 13/11/1941 do jornal A Ordem se lia “o povo católico de Taipu vai demonstrar mais uma vez o seu grande amor a Virgem do Livramento, sua Santa Padroeira, numa empolgante manifestação de Fé” (A Ordem, 13/11/1941, 4). A festa contou de um tríduo realizado entre 27 e 30 de novembro de 1941.

       Neste ano a comunidade tinha como motivação para a celebração da festa o novo altar da matriz que foi construído a partir de planta do taipuense Pedro Soares desenhista do Departamento de Agricultura de Taipu. Alem disso “a aquisição do artístico sacrário em bronze e níquel, a remodelação completa da capela-mor com seus mosaicos e marmoritos perolas que impressionarão os que sabem as obras de gosto e de estilo romano” (A Ordem, 13/11/1941, 4).Já a edição do dia 02/12/1941, p.4 relatava o encerramento da festa.
      A noticia aqui é sobre o encerramento da festa da padroeira de Taipu Nossa Senhora do Livramento. Convidado pelo vigário da paróquia o padre Bianor Aranha se fizeram presente alem de várias autoridades civis e militares o interventor federal Rafael Fernandes que vieram a festa num carro especial da Estrada de Ferro Sampaio Coreia ex EFCRN. Na comissão da festa faziam parte Gilka Leite e Maria Inês Miranda que estiveram junto com o padre Bianor Aranha em Natal angariando donativos para a festa. No dia da festa houve uma animada vaquejada.

domingo, 17 de maio de 2015

Noticias sobre Taipu entre 1944 e 1946

    Foi transferida “por convencia de ensino as escolas isoladas de Lagoa de Velhos, no município de São Tomé para Serra Pelada  no de Taipu [...]”. (12/05/1944, p.2)
       Nomeado Luis Gomes da Costa para prefeito em Taipu em virtude da exoneração de João Eustáquio de Castro (23/05/1945, p.1)

       Por decreto do interventor federal foi Nomeado prefeito de Taipu professor Homero de Oliveira Dantas (13/11/1945, p.1), já a edição do dia 01/02/1946, p. 4 informava que foi atendido o pedido de exoneração do referido prefeito a pedido do próprio. Em 20/02/1946, p.1 foi nomeado (ou reconduzido a cargo) Luis Gomes da Costa como prefeito de Taipu.

O dia em que a eletricidade chegou a Taipu




       A edição do dia 08/02/1944, p.2 do jornal A Ordem  noticiou sobre a inauguração da eletricidade em Taipu.Segundo o jornal o melhoramento foi fruto da administração do prefeito João Eustáquio de Castro.Foram instalados as redes de distribuição publica bem como a população que providenciava as instalações particulares nos domicílios.

       O maquinário da usina foi adquirido por Cr$75.000,00 tendo o motor a capacidade de 30 cavalos funcionado a carvão. Já a edição do dia  11/04/1944 a página 4 anunciou que “O pequeno município de Taipu vai ter muito em brevemente a inauguração de sua luz elétrica.Toda a zona servida pela Estrada de Ferro Central, na linha de Angicos, ficará servida por este grande invento para o qual tanto cooperou o gênio de Edson.Será mais um município norteriograndense a somar no seu ativo um melhoramento de tanto valor, ficando muito pouco ainda sujeito ao querosene” (Op. Cit.).
       O jornal ainda fazia um relato a cerca da situação em que se achava  município no tocante a sua economia na qual segundo o referido jornal “Taipu é um município pequeno , de rendimentos muito parcos, ainda mais que pode e  precisa desenvolver-se.Entre Baixa Verde e Ceará-Mirim de muito maiores recursos, ele dá a primeira vista a impressão de grande pobreza.Mas é que as fortunas são pequenas, a iniciativa ainda pouco desenvolvida” (Op. Cit.).Conforme o jornal não faltava ao povo taipuense condições de progredir e ir para frente.Ainda apontava a construção “do poderoso açude que tem o mesmo nome do município também concorrerá para um futuro melhor”(Op. Cit.), por que a água é um fator  de primeira no crescimento dos núcleos de população e desenvolvimento de atividades.
     E para terminar o jornal dizia que mesmo sem este beneficio [do açude] era preciso que o município crescesse desde já.”luz é vida.A inauguração de sua luz elétrica é sinal de que há vida” afirmava o jornal.

Cooperativa em Taipu em 1943



      Conforme anunciado no jornal A Ordem (16/04/1943, p.6)  seria inaugurada no dia 19 do corrente mês daquele ano a cooperativa agropecuária de Taipu destinada a realizar empréstimos aos agricultores e criadores.A data escolhida para a inauguração foi a do aniversário do presidente da república Getúlio Vargas, ao evento participaria várias autoridades do estado.Já a edição do dia 20 a pagina 6 deu ciência da inauguração da referida cooperativa.Composta por 52 sócios, com um capital inicial de Cr$ 30.000,00 teve como primeiro presidente Otávio Praxedes.

Melhoramentos em Taipu em 1943




       Vários melhoramentos para Taipu foram registrado no jornal A Ordem “nova orientação vem sendo imprimida ao município de Taipu , à frente  o seu prefeito Sr. João Castro”, dentre os melhoramentos estavam o asseio geral das ruas “medida imprescindível a higienização” (A Ordem, 12/03/1943, p 2). onde para essa finalidade o prefeito estava cogitando adquirir uma carroça “devidamente aparelhada com o objetivo de trazer a cidade convenientemente limpa, como também para a remoção do lixo domiciliário”( A Ordem, 12/03/1943, p 2)..
      Outra ação do prefeito era de proceder com a arborização da cidade nas principais ruas.Instalação de platibandas nas casas que ainda não as possuía, sendo também do seu intuito de promover a iluminação elétrica da cidade “que para esse fim, já entrou em entendimento com o empresário”( A Ordem, 12/03/1943, p 2).
       Para entendimento do leitor O termo arquitetônico platibanda designa uma faixa vertical (muro ou grade) que emoldura a parte superior de um edifício e que tem a função de esconder o telhado. Podendo ser utilizado em diversos tipos de construção, como casas e igrejas, tornou-se num ornamento característico durante o estilo gótico.

       Modernamente, é comum o uso de platibandas em casas que foram residenciais e passaram a abrigar algum tipo de comércio. Para esconder a antiga vocação do imóvel, moderniza-se a fachada e coloca-se uma platibanda (que pode ser uma parede mais alta que o telhado, para assim escondê-lo e tirar a aparência de casa).