Entre junho e novembro de 1986 a região do Mato Grande vivenciou uma série de abalos sísmicos de grandes proporções que causou pânico e desespero em grande parte da população. O maior abalo sentido ocorreu na cidade de João Câmara atingido 5.3 na Escala Richter, parâmetro que mede a intensidade dos tremores de terra, sendo que uma ocorrência dessa magnitude é considerada já um terremoto. As consequências foram devastadoras com rachaduras em casas e prédios públicos, o que forçou o abandono de muitos moradores da cidade de João Câmara. Os abalos foram sentidos em todas as demais cidades da região do Mato Grande.
Em Taipu, a população também vivenciou o medo e apreensão dos abalos sísmicos. Casas racharam, famílias inteiras passavam a noite acampadas em barracas em frente as suas residências com medo de desabamentos.As imagens do jornal Tribuna do Norte mostram aspectos de Taipu na altura do cemitério e nelas é possível ver pessoas com malas, possivelmente se retirando da cidade com medo dos abalos.
As imagens foram publicadas no referido jornal para ilustrar os abalos em João Câmara, na ocasião o carro do jornal passando pela BR 406 em Taipu viu a situação de famílias fugindo dos tremores que também estavam sendo sentidos em Taipu.
Este ano de 2026 ocorre os 40 anos das ocorrências mais devastadoras dos abalos sísmicos da região do Mato Grande. Embora não seja motivo para comemoração é sempre bom trazer a tona a memória desses eventos que tanto impactaram a vida dos moradores de Taipu a época.
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| Imagem colorizada por Inteligência Artificial. |
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| Imagem colorizada por Inteligência Artificial. |
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| Passagem de nível da BR 406 em Taipu, 1986. |
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| Cemitério de Taipu, 1986. |
Fonte: imagens originais: Tribuna do Norte, 21/08/1986, p. 1. Imagens coloridas: colorizadas por Inteligência Artificial.
PS. A Lei Orgânica do Município de Taipu prevê que sejam ministradas noções de simbologias em escolas públicas do município como forma de educar a população para conviver com esse fenômeno geólogico, que embora imprevisível, é totalmente compreensível.
Pesquisa: João Santos, 21/07/2026.







