quarta-feira, 13 de maio de 2026

DIRETORES DA ESTRADA DE FERRO CENTRAL DO RIO GRANDE DO NORTE/SAMPAIO CORREIA DE 1920 a 1956

        Aqui  revelaremos os diretores, entre 1904 e 1975. 

        Entre 1904 e 1908 a EFCRGN foi dirigida por uma comissão ora se revesando entre si os engenheiros que a compunham.Entre 1908 e 1920 a EFCRG esteve sob arrendamento a Empresa de Viação e Construções.A partir de 08/06/1920, a ferrovia passou a ser administrada pelo Governo Federal.

     José Matoso Sampaio Correia - 1904-1906.

    José Luiz Batista - 1906-1908.

    João Proença - 1908-1920.

    João Benevides — 1920/1923

    Getúlio Nóbrega — 1923/1926

    Hermelindo Barros — 1926/1930

    Alberto Martins — 1931

    Frederico D’ávila Bittencourt — 1931/1932

    Norberto da Silva Paes — 1932/1933

    Heitor Teixeira Brandão— 1933/34

    Eduardo Rios — 1934/1938

    José S. Espinheira — 1938/1940

    Armilo Monteiro — 1940/1941

    Major Antonio C. Zamith — 1942/1944

    Alvaro C. Melo — 1944/1947

    Hélio Lobo — 1947/1951

    João Galvão Medeiros — 1951/1955

    Edilson Fonseca — 1955/1956

    José H. Bitencourt — 1956/1958

    José Manuel Wanderley Filho- 1958

    Joaquim Carneiro da Cunha - 1958-1960.

    Valdo Sette de Albuquerque - 1960-1963.

   Heber Maranhão - 1963-1964

   Paulo Feitosa- 08/01 a 03/04/1964

   Marco Aurélio Cavalcante - 1964-1975

    Nesse ano, (1958) a ferrovia transforma-se em "Rede Ferroviária Federal do Nordeste", abrangendo as Estradas do Rio G. do Norte, Pernambuco e Paraíba, com sede no Recife, sob a direção do engenheiro Lauriston Monteiro.

    O Estado do Rio Grande do Norte, ficou sendo apenas  uma delegacia apagada, sem brilho e até ridicularizada.

    Seu primeiro delegado, José Wanderley Filho, findou sendo assassinado, causando um impacto profundo na Empresa.(Tribuna do Norte,15/03/1977,p.9).

    O período a cima citado revela uma transição institucional profunda na malha ferroviária potiguar, culminando em uma perda de autonomia política e administrativa que parece ecoar o sentimento de "decadência" frequentemente relatado na historiografia regional.

 A transição para o controle federal (1920)

     O ano de 1920 marca o início da gestão direta pelo Governo Federal em 8 de junho de 1920. Esse movimento faz parte de um contexto nacional de centralização das ferrovias, que antes operavam sob regimes de concessão (muitas vezes a empresas inglesas, como a Great Western) ou administrações locais dispersas.

 Estabilidade vs. rotatividade dos Diretores

     Observando a cronologia, nota-se uma alternância de poder que reflete o clima político do Brasil:

    A Era Vargas (1930-1945): percebe-se uma fragmentação maior no início da década de 30 (Dr. Alberto Martins e Frederico D’ávila em 1931). A presença do Major Antonio C. Zamith (1942-1944) destaca a militarização de cargos técnicos durante o Estado Novo, algo comum em setores estratégicos como o transporte ferroviário durante a Segunda Guerra Mundial.

    Período Democrático (1945-1958): as gestões de nomes como Dr. Hélio Lobo e João Galvão Medeiros mostram mandatos um pouco mais longos (4 anos), indicando uma tentativa de continuidade administrativa antes da grande reforma de 1957/58.

 A Criação da RFN e a "perda de brilho" (1958)

        O ponto de inflexão mais dramático  na citada ferrovia foi a transformação da ferrovia em Rede Ferroviária Federal do Nordeste (RFN).

      Centralização no Recife:  transferência da sede para Pernambuco é descrita com amargura. Para o Rio Grande do Norte, isso significou deixar de ser o "centro" de suas próprias decisões ferroviárias para se tornar uma "delegacia apagada".

        Impacto no RN: se utilizava termos fortes — "sem brilho e até ridicularizada" — o que demonstrava o impacto não apenas econômico, mas na autoestima e na relevância política do estado dentro do sistema ferroviário nacional.

 O Caso José Wanderley Filho

        O desfecho trágico sobre o assassinato do primeiro delegado, José Wanderley Filho, serve como uma metáfora da instabilidade e do "impacto profundo" que a nova estrutura administrativa trouxe.

        Esse evento é um ponto de interesse para a crônica policial e política da época, selando um período de incertezas para a categoria ferroviária em solo potiguar.

        Esse documento é uma fonte valiosa para entender a transição da antiga Estrada de Ferro Central do Rio Grande do Norte para o que viria a ser, posteriormente, parte da RFFSA (Rede Ferroviária Federal S.A.). Ele documenta o momento exato em que a autonomia técnica local foi substituída pela burocracia regional centralizada.


                                           José Henrique Bittencourt


                                                         Tribuna do Norte, 25/10/1957,p.4.

Reconstituição digital por Inteligência Artificial.


                                                             Valdo Sette de Albuquerque
Reconsituição digital por Inteligência Artificial.



MEMÓRIA DO MUNICIPIO DE PEDRA GRANDE

     Conforme o jornal Tribuna do Norte, essa foto demonstra o instante em que o governador Aluzio Alves fazia a assinatura da lei aprovada pela Assembleia Legislativa da criação do municipio de Pedra Grande em 03/05/1962.

    A solenidade foi realizada na sala de despachos do Palácio da Esperança, sede do governo estadual a época.

                                                         Tribuna do Norte, 03/05/1962,p.8.

Reconstituição digital por Inteligência Artificial.

                                                      Reconstituição digital por Inteligência Artificial.




SOBRE JANDAIRA

        O  jornal Tribuna do Norte em 1952 fornece valiosas informações sobre o então distrito de Jandaira que remontam as suas evolução histórica.

     Jandaira era um dos muitos povoados de Macau dentre os quais se destacava o de Jandaira, por já existir ali um hotelzinho e um grupo escolar. “Só falta um telefone o que seria de grande proveito para aquela gente”, escreveu o cronista do citado jornal. (Tribuna do Norte, 20/09/1952, p.6).

        O cemitério havia sido construido (ou reformado) em 1957 durante a administração do prefeito de Lajes, Francisco Cabral.

        Em 1958 foi iniciada a construção do açude Jandaira pelo DNOS.

    A Estrada Macau Baixa Verde, principalmente no trecho de Jandaira, que estava impraticável, cuja comunicação nos veio por intermédio do ex-vice-Governador **José Varela**, ante ontem tomei as providências para seu conserto e sua manutenção.(Tribuna do Norte,10/02/1961,p.4).

        Na mesma estrada, entre João Câmara e Macau, haveremos de atingir o distrito de Jandaíra antes do fim deste ano, para na metade do próximo, possibilitar a ligação permanente, definitiva e imprescindível do nosso maior centro salineiro com a Capital. (Tribuna do Norte,22/10/1961,p.4).

        Para visitar as obras da rodovia João Camara-Macau, no trecho compreendido entre João Camara e Jandaira, o Governador seguirá no proximo dia três de janeiro, devendo, ainda, visitar os municipios de Macau. (Tribuna do Norte,30/12/1961,p.4).

        De 1.º de setembro de 1961 a 31 de janeiro de 1962 foi concluído o trecho inicial, que liga Baixa Verde (João Camara) a Jandaira, num total de 41 km.

 A criação do municipio de Jandaira

         Segundo o referido jornal o Chefe do Executivo, em seu último despacho com o Secretário do Interior e Justiça, sancionou a lei da Assembleia que criava o município de Jandaira, desmembrado do de Lajes.(Tribuna do Norte, 09/01/1964,p.2).

        A 120 km de Natal, no extremo norte do Estado, está situado o município de Jandaíra, com apenas 353 km². O município de Jandaíra foi desmembrado do de Lajes, pela Lei Estadual n.º 2.836 de 27 de dezembro de 1963, instalada em 29 de janeiro de 1964, foi governada desta data até 14 de fevereiro de 1965, pelo Sr. Severino Matias de Melo, nomeado pelo governador do Estado.

        A nova comuna deveria ser instalada imediatamente, devendo o seu prefeito recair em pessoa da livre escolha do Governador, até que o TRE fixasse data para a realização de eleições.Foi nomeado Severino Matias de Melo como primeiro prefeito de Jandaira  pelo governador Aluizio Alves.

        Sua primeira eleição, para prefeito, vice-prefeito e vereadores, foi realizada no dia 31 de janeiro de 1965 e os eleitos empossados no dia 14 de fevereiro de 1965, com término de mandatos previstos para igual data de 1969.

        Em 24/01/1966 o governo do Estado inaugurou um poço tubular em Trincheiras.(Tribuna do Norte,12/01/1966,p.3).

            O sr. José dos Santos, prefeito de Jandaíra esteve em 13/02/1966 com o Governador Walfredo Gurgel, acompanhado do sr. Francisco Cabral, para comunicar o êxito da perfuração de poços naquela cidade, primeira esperança de solução do grave problema de abastecimento d'água.

            Em convênio com a Prefeitura a CASOL e Ministério de Minas e Energia mandaram para ali duas perfuratrizes. As perfurações já alcançaram lençol de água potável com menos de 40 metros, e prosseguem até encontrar boa vazão horária. Os poços deverão ser equipados em cooperação com a Municipalidade.(Tribuna do Norte,14/02/1967,p.4).

            Sabedoria - Experiência e Dinamismo: Trinômio Administrativo para administrar Nova Jandaira” esse foi o titulo dado pelo jornal Tribuna do Norte a administração da prefeitura de Jandaira em 1968.

            O prefeito em 1968 era o sr. José Maria dos Santos, “homem de avançada idade já, mas com um brio, dotação de visão administrativa e considerado pelos seus munícipes como um homem íntegro, dedicado à causa pública e realizador de uma obra administrativa digna dos maiores elogios”.(Tribuna do Norte, 10/12/1968,p.2).

Situação econômica em 1968

        Em todo o município existiam a indústria de cal de pedra. Existiam 25 fornos próprios para fabricação de cal e que funcionam mensalmente. O funcionamento desses fornos era feito da seguinte maneira: pesagem e duração de um para o outro, 10 dias.

        A produção era estimada em 500 sacos de cal, sendo que a produção dos demais não é igual. Esta produção é exportada para Natal e municípios circunvizinhos.

        O comércio, por sua vez, era muito fraco, existiam apenas pequenos mercantis, uma pequena padaria e uma pequena farmácia, além de uma bomba de gasolina e um restaurante. Na agricultura, o plantio de algodão, agave, milho e feijão predominam, sendo que o mais explorado é o do algodão.

        Com relação à produção do ano passado, o algodão não foi produzido em um milhão de quilos, enquanto a produção de agave atingindo a casa dos 150 mil quilos, a do milho cerca de 11 mil e a de feijão 80 mil.

        O algodão e o agave são colocados para as indústrias mais próximas, em João Câmara e Lages.

       Quanto à pecuária a região é criação de município, sendo que o bovino é o mais importante pela existência de um maior número, seguido pelos ovinos e caprinos.


Prefeitura de Jandaíra em 1968.Tribuna do Norte, 10/12/1968,p.2.
Restauração digital por Inteligência Artificial.



Demografia em 1968

        Existiam na zona urbana da cidade 433 habitantes, sendo 172 homens e 187 mulheres, 41 crianças de 7 a 14 anos, sendo 23 do sexo masculino e 18 do feminino. De mais de 14 anos existem 10 homens e 3 mulheres e menores de 7 anos, 72 homens e 74 mulheres.

Especificação da zona urbana

 

Menores de 7 anos de idade

 Homens

Mulheres

72

74

De 7 a 14 anos de idade

23  

18

De mais de 14 anos de idade

10

3

De maior idade

122

185

    Na zona suburbana residiam 385 pessoas, sendo:

 

 Menores de 7 anos

Homens

Mulheres

59

75

De 7 a 14 anos

35

37

 De mais de 14 anos

70

16

Maiores de idade

58

75

      Na zona rural existiam 558 habitantes, assim discriminados:

 

Menores de 7 anos

homens

mulheres

154

145

De 7 a 14 anos

151

158

 De mais de 14 anos

 163

172

Maiores de idade

 758

276

No resumo geral, apresentava-se:

 

Menores de 7 anos

homens

mulheres

285

245

De 7 a 14 anos

209

263

De mais de 14 anos

 599

191

Maiores de idade

518

457

         Apresentando um total geral de 1.216 homens e 1.161 mulheres, numa população de 2.376 habitantes. Este levantamento foi realizado por determinação do prefeito municipal e teve a duração de 90 dias, quando do cadastramento dos prédios existentes no município.

Finanças

        O movimento financeiro dos anos de 1965, 66 e 67 apresentaram uma receita e uma despesa equilibradas, não apresentando déficit em nenhum dos anos primeiros da atual administração.

        No ano de 1965 a receita foi de NCr$ 2.823,34 para uma despesa de NCr$ 1.536,34. No ano de 1966, a receita foi de 23.639,14 e uma despesa de NCr$ 22.381,02. Já no ano de 1967, a receita foi de NCr$ 41.561,52 com uma despesa de NCr$ 34.431,04.

       No movimento acima especificado estão incluídos todos os auxílios recebidos pelo município que sejam federais, estaduais ou municipais. Em 1965, como está descrito, foi realizada uma despesa de NCr$ 1.536,34.

            Nesta despesa estava incluída a aquisição de ferramenta necessária para o conserto de poços tubulares, como sejam: chaves, correntes, etc. Este foi o primeiro material adquirido pela prefeitura.

         Em 1966, numa despesa apresentada de NCr$ 22.381,02, estão incluídos NCr$ 7.500,00 gastos na construção da sede própria da prefeitura municipal; NCr$ 1.193,95 gastos na conservação dos próprios públicos como a restauração total do mercado, cemitério e delegacia de polícia; NCr$ 993,50 gastos na aquisição de um motor marca Yanmar e de uma bomba Itauera, para o poço tubular de Aroeira Direita.

            Durante o exercício de 1966, apenas uma situação gravíssima, a estiagem, pois esta castigou em cheio a região e, sem condições, por falta de ferramentas, a prefeitura foi forçada a gastar NCr$ 2.891,90, na construção de 8 km de estradas e na conservação de mais 94 km das diversas estradas existentes no município, sendo que durante os meses de março e abril, contávamos com 143 homens para trabalhar sem possuirmos ferramentas, como seja, carro de mão etc.

            Este trabalho foi realizado com a ajuda dos "Alimentos para a Paz", além de mais NCr$ 383,00 com limpeza pública e de NCr$ 4.576,10 com o destocamento de matos dentro da cidade, com respectivo transporte e deixando o funcionalismo em dia e a prefeitura munida de material de expediente.

            Em 1967 veio a perfuração de poços tubulares, inicialmente pelo Ministério das Minas e Energia, com as despesas feitas pela prefeitura. Igualmente outro poço perfurado em convênio CASOL—CONESP, também com ajuda da prefeitura. Posteriormente, veio a instalação do poço perfurado pelo Ministério das Minas e Energia, uma instalação moderna, cara e eficiente, pois serve bem à população e que custou aproximadamente NCr$ 8.000,00. Depois veio a construção do Matadouro, ainda não concluído, porque fomos para a construção de uma sala de aula no lugar "Tubibal", neste município, já concluída e brevemente inaugurada.

        Veio depois o financiamento de silos metálicos feito pelo BANDERN—INDA—ANCAR e depois pela prefeitura, veio o fornecimento de enxadas manuais, formicida e inseticida pela prefeitura, aos pequenos agricultores com 50% de abatimento e a saúde com convênio com a Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Lages, mantenedora do Hospital Maternidade Aluízio Alves, naquela cidade.

        I — Câmara Municipal: A Câmara Municipal representava uma percentagem de 22.5% destinada àquele legislativo, sobre o orçamento do município.

I      I — Governo Municipal: o governo municipal tinha anualmente um subsídio de NCr$ 360,00 e o vice-prefeito de NCr$ 240,00.

       III — Serviço de Administração Geral: pela secretaria da prefeitura funciona a Tesouraria, pois o secretário responde pelo expediente do Tesoureiro, além da Junta do Serviço Militar.

        V — Serviço de agricultura e abastecimento: aos pequenos agricultores foi fornecido pela Prefeitura Municipal, enxadas manuais, formicida e inseticida com 50% de abatimento e financiado com prazo de um ano, silos metálicos para armazenamento da produção.

        V — Educação e Cultura: no município existem quatro escolas primárias, sendo que apenas duas estão em funcionamento — a de Trincheiras e a de São Geraldo, denominada Escola Municipal Manoel Alves Filho, que contaram no exercício passado com 43 alunos que receberam, além das escolas, todo o material necessário para o seu estudo, ou seja: cadernos, lápis e borrachas, gratuitamente fornecidos pela prefeitura.

        VI — Saúde: a prefeitura mantinha convênio com a Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Lages, mantenedora do Hospital Maternidade Aluízio Alves, para atender aos munícipes que ali chegam em busca de serviço médico, dentário etc. Além dêste convênio a prefeitura ainda tem que deslocar para Natal, Macau, João Câmara, para melhor atender à saúde dos que não podem se tratar.

        VII — Serviços Urbanos: um ligeiro retrospecto do que tinha Jandaíra em 1968: três poços tubulares, quando anteriormente dispunha de apenas um, precário; uma prefeitura moderna, um investimento importante para o município; uma sala de aula em Tubibal, construída pela atual administração; um matadouro em fase de construção; um mercado restaurado; um cemitério também restaurado; uma camioneta para atender as necessidades da Edilidade e dos munícipes; um equipamento para conserto dos poços tubulares; um equipamento mecânico funcionamento em um poço tubular; um motor Yanmar e uma bomba Itauna, funcionando em Aroeira Direita.

    Todos estes investimentos foram anexados ao patrimônio do Município pela atual administração José  Maria dos Santos. (Tribuna do Norte, 10/12/1968,p.2).

         Em novembro de 1974 o governador Cortez Pereira já havia inaugurado a luz elétrica fornecida pela Cosern em Jandaira.(Tribuna do Norte, 10/11/1974, p.8).


Prédio não identificado em Jandaíra, 1968.Tribuna do Norte, 10/12/1968,p.2.

Reconstituição digital por inteligência Artificial.

Prédio não identificado em Jandaíra, 1968.Tribuna do Norte, 10/12/1968,p.2.