Analisando
a foto publicada na revista Vida Doméstica
de 1948 e restaurada e
colorizada da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Martins
podemos traçar uma análises de sua arquitetura.
Diferente
de outras igrejas marcadas pela verticalidade neogótica, a Matriz de Martins
possui características que refletem a transição do colonial para o neoclássico,
com toques barrocos no interior.
| Reconstituição digital por Inteligência Artificial e Vida
Doméstica, março de 1948, p.99, respectivamente. |
A
igreja possui duas torres sineiras laterais com coroamento piramidal. Note que,
na restauração da imagem, as torres seguem o padrão de cores do corpo da igreja
(creme e branco), o que confere uma unidade visual típica das igrejas serranas
do interior potiguar.
A
fachada é mais sóbria e horizontalizada. O frontão central é trabalhado com
volutas, e o uso de três portas frontais com molduras em arco garante a
simetria clássica.
Histórico
A paróquia de Martins é uma das mais antigas
da região oeste, tendo sido elevada à categoria de Matriz em 1840. O templo que
vemos hoje é fruto de várias reformas ao longo dos séculos XIX e XX, que
buscaram manter a imponência da padroeira no topo da serra.
Embora a foto mostre o exterior, registros
históricos mencionam que o interior abriga altares em estilo gótico e imagens
barrocas em madeira de valor inestimável, sendo uma das heranças sacras mais
importantes da Diocese de Mossoró.
A
arquitetura dessas matrizes conta a história da expansão do catolicismo pelo
interior do Estado.
Observação
sobre a restauração da imagem
A
aplicação das cores creme e branco na restauração que fizemos ajuda a destacar
os cunhais (os cantos das torres) e as molduras das janelas, que são elementos
estruturais que definem o desenho da fachada. Em cidades de clima serrano como
Martins, essas cores claras também ajudam a destacar o monumento em meio à
neblina e à vegetação local.
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