Em 27 de agosto de 1952 o jornal A
Ordem replicou a matéria do jornal O Mossoroense de 24 de agosto de 1952 sobre
o avistamento de um disco voador ocorrido na cidade de Mossoró.
Eis o relato que foi exibido em ambos
os jornais.
Cerca das 22h30 de quinta-feira [21/08/1952]
quando a turma de linha da Panair do Brasil S. A se aproximava das pistas para
apagar as placas de iluminação após a decolagem de uma aeronave daquela
empresa, foram vistos dois discos voadores sobrevoando o Aerporto.Inicialmente dois funcionários daquele
serviço observaram um dos fenômenos luminosos que,muito embora silencioso, deu
a entender que fosse o avião vindo de volta, uma vez que o estranho engenho aéreo
se aproximava cada vez mais da cabeceira da pista a uma altitude que poderia
calcular em cerca de quinhentos metros.
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Vista aérea de Mossoró, 1957.Biblioteca IBGE. |
Aqueles rapazes ficaram sobressaltado
ao perceberem não se tratar de um avião e sim de cousa que não conseguiam
identificar.Diante daquele espetáculo correram a Estação de passageiros, onde
se encontravam três funcionários da Panair.
Com a chegada dos dois primeiros
observadores dos já famoso discos , todos se puseram a observar o espaço quando
constataram a presença de um outro daqueles incríveis e misteriosos
aparelhos.Naquele momento a posição dos discos era a seguinte: um na cabeceira
da pista N/E de nosso aeroporto e outro nas proximidades da torre da estação de
Rádio da Panair.Em seguida, foram se aproximando um do outro em voo lento e em
todos os sentidos, em constante zigue-zague, até que se encaminharam na direção
da vila de Governador Dix Sept Rosado desaparecendo das vistas dos nossos
observadores.
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Catedral de Mossoró, 1957.Biblioteca IBGE. |
Quanto a sua iluminação nos informaram
aqueles nossos amigos da Panair que o disco que o disco apresentava a
iluminação no seu centro interior e irradia para as extremidades em várias
cores distintas e quando a luz
desaparece se depreende do disco uma tênue nuvem de fumaça de pouca duração no
espaço.Entre as pessoas que se encontravam no
aeroporto e que presenciaram os fantásticos engenhos podemos apontar os Srs Antonio
Barbosa de Lima e José Romão, funcioários do DAC e Enock Arrais Sobrinho, Luiz
Gonzaga dos Santos, Luiz Preto, Otávio Lopes de Melo, Epifinio Reis de Melo
(secretário), Tércio Agripino de Oliveira, funcionários da Panair e o Sr.
Francisco Agripino (Gatinho), motorista que faz os serviços de autos da
Companhia, além de outros.
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Atual aeroporto de Mossoró. |
Alguns observadores ficaram apavorados,
manifestando a impressão de que se tratavam de mistérios do Além ou cousa do
sobrenatural.
Fonte:
A Ordem, 27/08/1952, p.4.
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