domingo, 7 de junho de 2026

SOBRE O COLÉGIO SANTA ÁGUEDA DE CEARÁ-MIRIM

 

O Colégio Santa Águeda de Ceará Mirim, cuja atuação se devia uma extraordinária promoção da comunidade local, estava sendo beneficiado com importantes obras de ampliação, a serem inauguradas em setembro de 1962, quando também se realizariam as festividades do seu 25º aniversário.

No dia 14 de abril de 1937 quando da administração do sr. Mirabeau Mello, então Prefeito de Ceará Mirim, foi fundado o Colégio Santa Águeda. O grande melhoramento cultural para a cidade dos canaviais, foi concretizado graças a colaboração entre outros do sr. Onofre Soares, que cedeu o palacete de sua residência para instalação do Colégio, tendo colaborado ainda os senhores Vital Correia, João Alves, Sebastião Maia, Jorge Moura, Abel Correia e Manuel Barreto.

O grande artífice da obra educacional, segundo depoimento dos próprios jornais da época, foi sem dúvida, o sr. Mirabeau Mello que despertou o povo para a necessidade de ser instalada uma escola de instrução secundária no município e para isso trabalhou incansavelmente.

Até aquele ano, a cidade de Ceará-Mirim não contava com ginásios, existindo somente 18 escolas de ensino primário, funcionando com boa frequência subvencionadas pelo Estado.

Pela lei n. 105, de 20 de outubro de 1937, o governador do Estado da época, Rafael Fernandes, sancionou a lei que concedia ao Colégio Santa Águeda os favores da lei n. 82 de 10 de dezembro de 1936, que reconhecia o primeiro ano do curso normal em funcionamento.

Os jornais da época, destacando-se "A República", órgão oficial do Estado, eram unânimes em elogiar a gestão do sr. Mirabeau Mello que com ajuda do vigário de Ceará-Mirim, Cônego Celso Cicco, conseguiu a fundação do estabelecimento de ensino que até hoje existe como a prova mais autêntica da vitória de um ideal.

A remodelação

Em 1962 o Ginásio Santa Águeda completaria 25 anos de gloriosa existência. Abrigava a época grande número de alunas distribuídas nos cursos de Jardim de Infância, Primário e Ginasial.

Funcionava ainda no prédio um patronato que prestava assistência a 20 meninas orfãs, além de um curso de datilografia para adultos.

Ordem,14-15/04/1962, p.8.

Colorização por inteligência artificial.

As festividades em regozijo pela passagem das bodas de prata seriam realizadas no mês de setembro de 1962, quando as obras de remodelação estariam concluídas, destacando-se novos refeitórios e dormitórios.

Professores

O corpo docente do educandário era composto de irmãs pertencentes a ordem franciscana de Nossa Senhora do Bom Conselho, tendo, no entanto, alguns professores leigos.

O corpo discente, além do estudo exercia várias atividades que marcham aliadas ao ensino, tais como, assistência social, trabalhos de catequese e, movimentos de Ação Católica, etc.

A madre Maria Beatriz, superiora do Colégio estava empreendendo uma segura orientação à frente do ginásio sendo bastante estimada pelas alunas.

Sintese

É esta a história de um ginásio que nasceu graças a abnegação do prefeito Mirabeau Mello, que pelo seu profícuo trabalho à frente da municipalidade de Ceará-Mirim ainda hoje é estimado por quantos habitam esta progressista cidade do Estado.

A extraordinária promoção da comunidade local

O jornal A Ordem destacava em 1962 o impacto profundo da escola, cuja atuação gerou uma "extraordinária promoção da comunidade local". Sob a direção das Irmãs Franciscanas do Bom Conselho, o Colégio Santa Águeda não era apenas um prédio escolar; ele mudou a dinâmica social do Vale do Ceará-Mirim.

O colégio oferecia educação de excelência (inicialmente voltada para o internato e externato feminino) e formação normalista, preparando as jovens da região para se tornarem professoras. Isso elevou drasticamente o nível educacional e cultural do município.

O colégio estava "sendo beneficiado com importantes obras de ampliação". Na virada dos anos 1950 para os anos 1960, a demanda por matrículas era tão alta — atraindo estudantes de várias cidades vizinhas e até de outros estados — que a estrutura original de 1937 precisou ser expandida para abrigar novas salas de aula, dormitórios para as internas e laboratórios.

O jubileu de prata do Colégio Santa Águeda em 1962  é o testemunho do auge de uma das instituições de ensino mais respeitadas do Rio Grande do Norte, mostrando como o patrimônio arquitetônico imortalizado na foto combinava-se com uma intensa e reconhecida relevância social na época.

O Palacete de Onofre Soares (1937)

    Na imagem a baixo a restauração colorizada em alta definição baseada no palacete original que serviu de sede inicial para o Colégio Santa Águeda (Colégio de Ceará-Mirim) em 1937, resgatando os detalhes arquitetônicos e a atmosfera da época.

Reconstituição digital  por inteligência aritificial.

A Ordem,14-15/04/1962, p.8.

Como mencionado anteriormente, o colégio começou a funcionar no elegante palacete residencial cedido pelo Sr. Onofre Soares. A imagem colorizada reconstrói a imponência dessa fachada eclética de dois pavimentos, típica dos casarões aristocráticos do Vale do Ceará-Mirim na década de 1930.

Detalhes ornamentais restaurados, exibindo a simetria das janelas e a imponente inscrição clássica "Collegio Santa Agueda" que adornava a parte frontal do edifício.

 O muro baixo lateral com seus pilares decorados e os portões da propriedade, emoldurados pela vegetação e sob a luz natural do dia.

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