quinta-feira, 6 de junho de 2019

SOBRE A REMODELAÇÃO DO PRÉDIO ESTAÇÃO CENTRAL DE NATAL


Em vista das precárias condições do prédio, o engenheiro Hélio Lobo, diretor da EFCRGN estava submetendo a estação central da ferrovia, situada a praça Augusto Severo, a obras de melhoramentos e ampliações.
Examinadas as razoáveis condições dos alicerces do velho casarão o andar superior, construído de uma espécie de grande sótão, onde funcionava a contabilidade do tráfego, estava sendo ampliado no sentido de cobrir toda a área do andar térreo.
O espaço conquistado proporcionaria salas mais amplas e mais dependências para os serviços.No andar térreo, além dos melhoramentos  nas dependências existentes, seria preparado um salão de espera, com poltronas, para passageiros, e introduzido um serviço de guarda-volumes, mediante a taxa de 0,50 por dia, serviço este que seria uma inovação em Natal, mas tão usado nas ferrovias do sul.
As obras estavam sendo executadas sem verbas especiais com as próprias economias da administração do engenheiro Hélio Lobo, segundo o Diário de Natal. (DIÁRIO DE NATAL, 28/08/1948, p.12).
Segundo o jornal Diário de Natal em 19/09/1949 foram retirados os tapumes de madeira que tapavam parte das obras da nova estação da EFCRGN.
Podia-se assim ver melhor o conjunto arquitetônico e avaliar o quanto iria o prédio favorecer a estética de um dos trechos mais movimentados da cidade.Os que lembravam das velhas paredes vermelhas que por tantos anos dominaram aquela paisagem da praça Augusto Severo não escapavam a uma confrontação mental do que foi e do haveria de ser a nova estação.Era este um dos pontos de revalidação da ferrovia na parte inicial do seu tráfego.




As obras vinham sendo executadas desde 1948 substituiu totalmente o antigo prédio e achavam-se em vias de conclusão e conforme o jornal Diário de Natal “ já agora descobertas para o público, apresentam-se nas linhas do estilo moderno, com seus dois pavimentos dispostos a solucionar certos problemas de administração da estrada”.
Ainda segundo o referido jornal os habitantes e transeuntes da capital potiguar não teriam mais o desprazer de assistir ao costumeiro desconforto com eram aguardadas as pessoas que viajavam para Natal e das que as iam receber.Tais melhoramentos constituíam motivos de criticas desairosa, de protestos silenciosos, de censuras.
Entre os benefícios que deixaria a administração do engenheiro Hélio Lobo estava a nova estação  de passageiros de Natal que representaria um dos mais expressivos e mais úteis beneficio.
Os últimos dias da construção se aproximavam. A mão dos operários corria sobre as últimas providencias.Um grande relógio seria posto  no alto da fachada para indicar a marcha do tempo.E as velhas coisas da primeira estação da primeira ferrovia potiguar seria apenas recordações da terra que evoluía.( DIÁRIO DE NATAL, 20/09/1949,p.5).
A inauguração da nova estação da EFCRGN ocorreu em 27/02/1949 as 11h00. No jornal nacional exibido em sessão no Cine Rio Grande em 09/10/1949 foi exibido um reportagem completa sobre a construção da nova estacão da EFRCGN e da construção do trecho Natal –Angicos.
         Ao que tudo indica a inauguração da nova estação da EFCRGN na Ribeira foi ofuscada pelas comemorações do carnaval daquele ano, pois, o jornal Diário de Natal, nada mais disse a respeito do referido prédio.














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