As cheias do rio Ceará
Mirim sempre foram um problema ao vale do açucareiro da cidade de Ceará Mirim,
de modo que os donos de engenhos acalentavam o sonho de que se fosse construída
uma barragem pra se controlar a vazão do rio. A Inspetoria Federal de Obras
Contra Seca – IFOCS, elaborou um relatório em 1935 para a construção da
Barragem “Taipu” (Cf. Sena, 1972, p.240) e
nele apontava alguns problemas em relação a construção da referida
barragem que segundo Sena (1972, p. 244):
O local escolhido para a construção da barragem do rio Ceará Mirim, está
em cima do sal. Toda a água de suas imediações é demasiadamente salgada. Os
habitantes da vila de Taipu, distante poucos quilômetros do lugar bebem água doce
quando chove ou levada de Extremoz, carros-tanques da Estrada de Ferro Central.
Poço Branco, povoado que será atingido pela represa extrai o sal do rio para
uso doméstico.
Portanto os desafios a serem superado era a da finalidade da barragem,
já que se tornaria inviável a construção de uma barragem que não fosse para
tender a demanda de consumo humano, como se nota Sena a alta salinidade das
águas do rio Ceará Mirim.
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